sábado, 4 de fevereiro de 2012

Cartão Pinico-Cidadão, Vale-Moita e outras sugestões

Cartões Barata-cidadã, Urinol-cidadão e a lavagem da Bonfim

Lendo as inúmeras reclamações sobre a presença de baratas nos ônibus da Bonfim - sem o cartão Barata-cidadã, diga-se de passagem -, e aproveitando um lapso de criatividade, fiquei pensando numa forma de resolver o problema sem onerar os parcos recursos da empresa. Lembrei-me da Lavagem do Bonfim, realizada anualmente na Bahia, e pensei que poderíamos criar um dia no calendário da cidade para darmos uma faxina nos veículo, seria a LAVAGEM DA BONFIM. Dela, poderiam participar, além de reles usuários-contribuintes, vereadores, seus assessores e demais políticos que desejassem manter ou estreitar relações com a empresa. Não é uma boa ideia? Aqui entre nós, e que a administração da Bonfim não nos ouça, mas acho que a empresa está dando mole quando não inclui nas propagandas, que transporta milhares de baratas gratuitamente. Taí, mais uma promessa que os candidatos poderiam incluir em suas campanhas: criação dos cartões: Barata-cidadã e do pinico... pinico, não, urinol-cidadão, é mais chique. Para escaparmos do pagamento da cagamijada no Plano Municipal de Evacuação (PEM), banheiro, para os ignorantes. Espero que com estas sugestões, meus detratores parem de dizer que eu só critico. Ingratos! Finalmente, como diria o Niltinho Júdice, aceito o contraditório

Políticos & baratas

Galinha que acompanha pato, e eu te direi quem és.

“Bem, se eu não tiver densidade política e o partido decidir, eu poderei, sim, ser vice, do Fernando Jordão ou de OUTRA PESSOA.” Esta resposta dada à jornalista do Maré (27/1/12, p. 3), pelo afilhado do Garotinho – meu Deus! -, Aurélio Marques, ratifica o que tenho comentado aqui sobre a frouxidão das convicções ideológicas de grande parte dos políticos profissionais do nosso município. Farejando os odores do poder, seguem para onde o nariz apontar. É impressionante a versatilidade e capacidade de adaptação aos diferentes ambientes, destes simbióticos espécimes. Fala-se muito sobre o poder das baratas de resistirem a hecatombes nucleares, mas elas são fichinha, em comparação com esses sincréticos políticos. Sem nenhum pudor, recato ou rubor facial, eles navegam ao sabor das conveniências pessoais. Mais surpreendente ainda é a competência necessária para, além de elaborar um programa de governo, seguindo as diretrizes de seu partido, tal político dispor de condições para defender e desenvolver, os programas de governo de quaisquer outros partidos, no cargo de vice. Fico imaginando como esse eclético cidadão participaria de um debate com seu oponente. Como é que ele apontaria falhas no programa de governo do partido oposto, se ele poderia estar do outro lado, defendendo-o? Por mais ginástica intelectual que eu faça, não consigo compreender. Enfim, pedra que muito se muda, o rabo aparece.

Iremar de Paula – Ex-lavador de copos (americanos) em sorveteria.

PMAR & CMAR - Lavagem dos toldos da Rua do Comércio: mais uma obra feita pela metade

Chove em Angra dos Reis. Estou feliz porque, finalmente, teremos a tão propalada lavagem dos toldos da Rua do Comércio. Com a ajuda divina, teremos, pelo menos, as faces superiores dos toldos limpas. Resta agora aguardar o resultados da licitação para a conclusão da obra. Estou ansioso para participar da solenidade de de entrega e espero que eles não economizem no coquetel. E, também, que a Assessoria de Comunicação divulgue ampla e antecipadamente este evento. Por favor! Afinal, não é todo dia, nem em qualquer administração, que vemos realizada uma obra deste porte. Parabenizo antecipadamente.

Queimadas, um exemplo.

Recentemente, estive em Queimadas, município minúsculo do interior da Paraíba, fui fazer um exame de sangue no laboratório da prefeitura de lá. Sabe o que eu encontrei logo na entrada do estabelecimento? Uma caixa para o contribuinte depositar suas críticas, elogios, sugestões, denúncias etc. Simples e eficiente.

Vende-se um voto

AVISO AOS CANDIDATOS: ESTOU VENDENDO MEU VOTO. SUPERFATURADO, SEM LICITAÇÃO E ACEITO DINHEIRO SEM DECLARAÇÃO DE ORIGEM, PARA NÃO CONTRARIAR AS REGRAS DE MERCADO. ACEITO TODOS OS TIPOS DE CARTÕES, VALE-REFEIÇÃO, CARTÃO PASSAGEIRO-CIDADÃO (SIC) E DEPÓSITOS EM MINHAS CONTAS NOS PARAÍSOS FISCAIS. DE QUEBRA, RETRIBUO COM SORRISOS SINCEROS (SIM, SOU ATOR), APERTOS DE MÃOS EFUSIVOS E ABRAÇOS FRATERNOS.
P. S.: Também aceito um Cargo Comissionado. ASPONE,  naturalmente.
Iremar de Paula

Um político decente, competente faria...

Um bom gestor público, antes de tomar uma decisão que dependa de recursos do erário, deve se fazer (entre outras), as seguintes perguntas:
• Esta obra é necessária?
• Esta obra é prioritária?
• Esta obra é a melhor opção para resolver o problema?
• Esta obra atende aos contribuintes ou apenas aos eleitores?
• Estou representando os contribuintes ou apenas os empresários que contribuíram para minha eleição?
• Trata-se de uma obra fundada numa política de Estado ou numa política de Governo?
• Se o dinheiro saísse do meu bolso, eu contrataria a empresa “A” ou estudaria as propostas de outras?
• O que fazer para que a população acompanhe cada etapa do processo de construção?
• Os mecanismos para denúncias de irregularidades, sugestões e críticas são eficientes ou acolhem apenas elogios que massageiam meu ego?
• Apesar de legalmente fundamentada, ela é moralmente justificável?
• As sugestões dos contribuintes diretamente atendidos pela obra foram ouvidas?
• Meus assessores estão cientes de que não há necessidade de gastar com publicidade para divulgar que vai realizar a obra, nem que ela já foi feita?
• Meus assessores sabem que a publicidade só deve ser usada em campanhas educativas, sem nenhum adereço de cunho eleitoreiro?
• A licitação foi realizada com visibilidade (transparência é pouco), e acesso a todas às informações?
• Será que não esqueci alguma coisa?
Provavelmente, se nossos gestores tomassem estas precauções, muitas obras seriam consideradas desnecessárias, suspeitas, imorais – segundo meus critérios - etc. Mais isto é apenas a opinião de um contribuinte radical, da oposição, do contra, xiita, cri-cri, daquele magrelo (é assim que se referem a mim), etc. E têm razão! Eu sou tudo isso e muito mais! Com indignação permanente e visceral, “pero, sin perder la ternura.”

Iremar de Paula – Ex-pregador de botões em calções.

A supremacia da beleza feminina

No reino animal, os machos são os mais belos, exceto, entre os humanos. Raras são as exceções: eu, por exemplo.