sexta-feira, 8 de março de 2013

Largar o osso? Nem amarrados pelos eggs!!!!

      Nenhum vereador ou vereadora aderiu, tampouco se mostrou simpático/a à campanha pela redução do orçamento da Câmara Municipal. É compreensível. Aderir à campanha, lutar pela moralização da Casa, tornando-a minimamente respeitável implicaria na perda de certos privilégios. 
  Geralmente “legislando” de olho na reeleição, que vereador ou vereadora abriria mão, por exemplo, dos trinta e cinco assessores; cabos eleitorais, para ser exato?
   Se cada “assessor“ conquistar um voto por mês, durante os quarenta e oito meses de uma legislatura, a FATURA e a FARTURA estão garantidas. A FRATURA ética, também. E ainda tem os votos obtidos com as diretoras indicadas, os agraciados com boquinhas no Legislativo e no Executivo, fruto de conchavos políticos em troca de apoio e cafunés recíprocos. 
    Os vereadores já partem com uma dianteira considerável à frente dos demais candidatos.

   Largar o osso, quer dizer, esse filé mignon  seria incompatível com o sistema democrático angrense. Não largam nem amarrados pelos eggs.

      É pena.

quinta-feira, 7 de março de 2013

O verdadeiro grito de D. Pedro I


   Estava escrito nos livros de Educação Moral e Cívica que eu li no ginasial. Voltando da Baixada Santista, D. Pedro I recebeu de um emissário a notícia que motivou o grito. Às margens do Ipiranga, com a espada em riste, empinando seu imponente cavalo e o próprio nariz, esbravejou o imperador: “Laços fora, soldados! Portugal quer nos escravizar! Independência ou morte!!! 
   Mas não foi bem assim. Naquela época, as grandes distâncias eram percorridas em lombos de mulas e burros. D. Pedro I, além da marquesa de Santos, havia comido, também, caldeiradas de frutos do mar e estava igual a panela de barro - sem tampa e se acabando pelos fundos! Isso mesmo! Seu ganha-pão estava em brasa! D. Pedro gritava por baixo! Ao longo do percurso, não ficou uma moita sem receber o imperial adubo. Para dar vazão às frequentes e insubordinadas descargas fecais, D. Pedro I não estava vestido com uniforme de gala. No máximo, usava ceroulas. 
   Logo, ”O Grito do Ipiranga”, imponente cena retratada pelo pintor paraibano Pedro Américo, é o primeiro indício de utilização do photoshop de que se tem notícia no Brasil. 
   Me corrija, se eu estiver errado.

Não existem livros morais ou imorais. Os livros são bem ou mal escritos. Oscar Wilde

É correto?


A chapinha e a praga de piolho.

     Na viagem da corte portuguesa ao Brasil, fugindo de Napoleão, as mulheres foram atacadas por piolhos e tiveram que raspar a cabeleira. Para não serem confundidas com skin heads, elas cobriram a cabeça. Quando desembarcaram no Brasil, as nativas acharam que aquilo era moda na Europa e copiaram. 
     Suponho que tenha acontecido algo semelhante com as mulheres que aderiram à chapinha. Alguma celebridade internacional deve ter se assustado durante um voo, ficando de cabelos em pé. Já em terra firme, as madeixas voltaram ao normal. Antes de assumir sua forma original, algum paparazzo fotografou e publicou em jornais e revistas a imagem do que seria a última moda no exterior. 
      Deu no que deu.