segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

PAPEL HIGIÊNICO NA PMAR & CMAR - Uma contribuição.

A título de curiosidade, se os R$ 3.500.000 (três milhões e quinhentos mil) previstos para publicidade da PMAR, em 2012, fossem utilizados para comprar papel higiênico, teríamos:
O papel higiênico SOFT BLANC c/ 8 unidades, sabor lavanda, custa R$ 3,48 (no varejo e comprando no supermercado/Redeconomia/
Enseada/19/12/11), logo, R$ 3.500,000 divididos por R$ 3,48 = 1.005,747 pacotes de papel higiênico; cada pacote contém 8 unidades, neste caso, teríamos 8.045,977 unidades. Distribuindo esta quantidade por 70 escolas, cada unidade escolar receberia 114.942 rolos; divididos por 200 dias letivos, teríamos 574 rolos para cada escola; suficientes para resolver qualquer problema ocasionado por eventuais desarranjos intestinais provocados pela ingestão da merenda. Ou seja, em 2012, os profissionais da educação, alunos e alunas ficariam felizes e com o bumbum asseado sem passarem pelo constrangimento de ter de usar o papel dos dois lados. Não precisaríamos nos preocupar com inflação porque a prefeitura prevê gastos com publicidade de R$ 3.700,000. Se os nobres edis entrassem na vaquinha, ficariam muito mais limpinhos, cheirosos e saudáveis. Um amor! Entrariam para a história. O prefeito, também.
• Cálculos aproximados e sujeitos a erros.

Iremar de Paula. Ex-varredor de cinema a troco de ingresso.
PUBLICIDADE É FAZER

A título de curiosidade, se os R$ 3.500.000 (três milhões e quinhentos mil) previstos para publicidade da PMAR, em 2012, fossem utilizados para socorrer o CEFET, poderíamos dispor, grosso modo, de:
• 20 Professores, recebendo R$ 5.000,00 por mês, em 12 meses custariam R$ 1.200,000. O restante (R$ 2.300,00), divididos por três = R$ 766,666, por ano, para:
• Material – R$ 766,666 divididos por 12 meses = R$ 63,888 por mês.
• Manutenção – R$ 766,666 divididos por 12 meses = R$ 63,888 por mês.
• Infraestrutura – R$ 766,666 divididos por 12 meses = R$ 63,888 por mês.
Se os vereadores também entrassem na vaquinha, abrindo mão da verba para publicidade, entrariam para a história!
Isto é apenas um rascunho.
Iremar de Paula – Ex-frentista. E sonhador.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O povo? Quem é o povo?
Frequentemente ouço e leio comentários sobre a situação política do país/estado/município e, regra geral, as pessoas sempre põem a culpa no povo, dizendo que ele não sabe votar; que não sabe escolher seus governantes/legisladores etc. Mas quem é o povo?  Observe que grande parcela do não-povo vota e faz campanha para políticos inescrupulosos a fim de obter vantagens. Não-povo que tem acesso a escolas de qualidade. Não-povo  que não precisa matar um leão por dia para por comida na mesa. Não-povo que almoça sem precisar se preocupar com o jantar porque a geladeira está cheia. O povo, não. O povo vai dormir cedo para não sentir fome. K.  Marx dizia que “o reino da liberdade começa, de fato, quando cessa a luta pela satisfação das necessidades primeiras.” Portanto, o povo não pode desfrutar de liberdade, enquanto luta por comida, vestuário e moradia. Sua capacidade de escolha é limitada. Enquanto não satisfizer suas necessidades terrenas não poderá cultivar as virtudes do espírito. Não podemos exigir que o “povo” faça suas opções políticas como o não-povo de barriga cheia que exerce sua cidadania em toda sua plenitude; em termos ideais, usufruindo de direitos e cumprindo seus deveres. Digo em termos ideais porque a parte da parcela desonesta do não-povo quer se locupletar de direitos e se desviar dos deveres. Enfim, é necessário que reflitamos sobre o fato de que o povo somos todos nós!!!

Iremar de Paula - Ex-ajudante de feirante.

A propaganda é a alma do negócio - Legal, provavelmente. Imoral, certamente!

Na proposta de revisão do Plano Plurianual (PPA) 2012/2013, o Poder Executivo cortou gastos, diminuiu e aumentou verba em diferentes setores. “Um exemplo, é que para o Cinturão Verde (conter o avanço urbano na cidade) o governo tinha previsto R$ 500 mil para 2012, e R$ 1,28 milhão para 2013.” (*) Esses valores foram reduzidos a zero. Até aí, nenhuma surpresa, considerando as declarações do prefeito de que nenhuma preocupação ambiental deve impedir o desenvolvimento. Os gastos previstos com publicidade do governo para 2012 são de R$ 3,5 milhões e para 2013, R$ 3,7 milhões. Estes valores correspondem à metade da verba destinada à Secretaria de Esportes (7 milhões); mais da metade do que se pretende gastar com a Secretaria de Cultura (6 milhões); mais da metade do que pretende destinar à Secretaria de Ação Social (6 milhões). Para se ter uma ideia, com R$ 3,5 milhões compramos cerca de 13.374 cestas básicas
A Câmara Municipal abocanhará 29 milhões para nossos produtivos edis aprovarem leis de grande impacto na vida do angrense, por exemplo: denominação de logradouros públicos, concessão de título de utilidade pública a associações, igrejas; moção de aplausos etc. Fiscalizar o Executivo e legislar de fato, funções primordiais do legislativo, necas! Francamente!
* Parte das informações deste texto foi obtida no jornal “A voz da Cidade”, dia 29/11/11. Preço da cesta básica: DIEESE.
P. S. Antes que os aduladores de plantão, especialmente os financiados com o erário, reclamem, dizendo que isso é coisa da oposição, vou adiantar: é verdade! Sou oposição! Eu me oponho a falcatruas, malversação do dinheiro público, políticos sem-vergonhas e seus apadrinhados etc. E, nesse sentido, também sou “do contra.”

Iremar de Paula – Ex-vendedor de sacolé.
CIRCUITO CULTURAL PARA ANGRA DOS REIS – ESTADO DO RIO DE JANEIRO

A criação de um circuito cultural envolvendo municípios do estado poderia contribuir, e muito, para a formação e profissionalização dos artistas do município. Veja o que ocorre com o teatro, área a qual estou mais ligado. Atualmente, atores e atrizes, aos trancos e barrancos, têm um trabalhão para montar um espetáculo, quase sempre depois de uma jornada de trabalho e o apresentam apenas num final de semana. Com isso não desfrutam da necessária experiência para aprimoramento pessoal, tampouco para eventuais ajustes na montagem da peça. Estou me referindo aos espetáculos montados para apresentação em teatro, mas com o teatro de rua acontece situação idêntica. Excetuando os heróis e heroínas que se atrevem a participações esporá...dicas em festivais, a maioria das vezes sem apoio do poder público, nem do empresariado, grande parte dos espetáculos tem vida curta. No ano passado, por exemplo, a Fabrika de Entretenimento apresentou o espetáculo Conto de Phadas três vezes no Convento São Bernardino de Sena e uma vez na FITA, com casa cheia. Foi um sucesso e o público ficou com gostinho de quero mais. Mas com o nosso teatro em permanente reforma, não conseguimos reapresentá-lo. É muito frustrante! Como funcionaria esse circuito cultural? A Secretaria Estadual de Cultura (ou produtor/a) faria um mapeamento dos municípios com teatro e disposição para participar do circuito. Cada município ficaria responsável por receber os grupos, oferecendo hospedagem, divulgação, condições para a apresentação do espetáculo etc. Também daria apoio para a montagem dos espetáculos e transporte para seus grupos se deslocarem para apresentações em outros municípios. Por exemplo: se Angra dos Reis, Paraty e Mangaratiba fizessem parte do circuito, enquanto um grupo de Angra dos Reis se apresentasse em Mangaratiba, esta se apresentaria em ParatY, e este, em Angra dos Reis. E assim, com todos os municípios. Ou seja, cada final de semana um grupo se apresentaria em um município diferente. Se a prefeitura quisesse contemplar mais de um grupo de teatro, a cada semana ou de quinze em quinze dias, um deles se apresentaria. Os conselhos municipais de cultura estabeleceriam critérios para a seleção dos espetáculos. Para o pagamento dos artistas/produtores, poderia ser estabelecido um cachê mínimo para cada grupo; se a bilheteria não atingisse este valor, o município/estado/patrocinador complementaria o restante. A experiência da FITA é um bom exemplo de organização e de que um projeto deste tipo pode dar certo. O público angrense já demonstrou que gosta de teatro. Falei do teatro, mas outras manifestações artísticas podem participar também. Claro que isto é só o esboço de uma ideia. Nossa fundação de cultura certamente dispõe de técnicos competentes para avaliar a viabilidade do projeto.

Iremar de Paula – Ex-ajudante de pedreiro.