terça-feira, 5 de março de 2013
Vereadores angrenses têm SANGUE AZUL!!!
Nos oito primeiros anos em que esteve no Brasil, D. João distribuiu mais títulos de nobreza do que o total concedido, até então, nos três séculos de existência da monarquia portuguesa. Na verdade, as honrarias eram vendidas e o dinheiro servia para sustentar a Coroa portuguesa, ociosa, corrupta e perdulária.
Quem pesquisa a estéril produtividade da Câmara Municipal de Angra dos Reis constituída basicamente (bota basicamente nisso!), de concessões de títulos de utilidade pública, coquetéis, moções de aplausos, coquetéis, denominação de logradouros, coquetéis, cidadania angrense, coquetéis... chega à conclusão de que os nobres vereadores têm ascendência bragantina! Isso mesmo! Têm sangue azul! São descendentes da família real portuguesa.
Donde se conclui que tamufu.
Altezas...
domingo, 3 de março de 2013
Sobre a inveja.
Certa vez uma serpente começou a perseguir um vaga-lume. Depois de três dias de perseguição incessante, e já sem forças, o vaga-lume parou e se dirigiu à serpente:
- Posso fazer uma pergunta?
- Nunca dei ouvidos a uma presa, mas, como vou devorá-lo, pode perguntar...
- Eu pertenço à sua cadeia alimentar?
- Não.
- Já lhe fiz algum mal?
- Não
- Então, por que você quer acabar comigo?
Após meditar um pouquinho, a serpente respondeu:
- Porque não suporto vê-lo brilhar.
- Posso fazer uma pergunta?
- Nunca dei ouvidos a uma presa, mas, como vou devorá-lo, pode perguntar...
- Eu pertenço à sua cadeia alimentar?
- Não.
- Já lhe fiz algum mal?
- Não
- Então, por que você quer acabar comigo?
Após meditar um pouquinho, a serpente respondeu:
- Porque não suporto vê-lo brilhar.
(Narrativa tradicional copiada do livro de Allan Percy “Oscar Wilde para inquietos”. Sextante.)
sábado, 2 de março de 2013
O pontapé inicial da corrupção da imprensa no Brasil
O primeiro jornal brasileiro, o Correio Brasiliense, foi criado em 1808 pelo jornalista gaúcho Hipólito José da Costa. Para fugir da censura, o jornal era editado e distribuído em Londres.
Apesar de acreditar “numa constituição equilibrada e justa, num Congresso forte, em liberdade de imprensa e religião, no respeito pelos direitos individuais”, Hipólito inaugurou as relações promíscuas entre a imprensa e a Coroa portuguesa, aceitando suborno para amenizar eventuais críticas a D. João. Inicialmente, subsídios anuais, em seguida, o cargo de agente diplomático do Brasil em Londres, concedido por D. Pedro I.
Não é de se estranhar a origem da omissão da imprensa brasileira com as falcatruas praticadas por políticos sem-vergonhas. É mais fácil negociar com corruptos. Basta ameaçar levantar o tapete, para que as prostitutas da política abram as pernas. Ressalvadas raríssimas exceções, manifestam-se apenas quando interesses pessoais são contrariados.
Enquanto isso, vereadores, deputados e senadores e governantes corruptos fazem a limpa nos cofres públicos.
Fonte: 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil / Laurentino Gomes – São Paulo: Ed. Planeta do Brasil, 2007.
Apesar de acreditar “numa constituição equilibrada e justa, num Congresso forte, em liberdade de imprensa e religião, no respeito pelos direitos individuais”, Hipólito inaugurou as relações promíscuas entre a imprensa e a Coroa portuguesa, aceitando suborno para amenizar eventuais críticas a D. João. Inicialmente, subsídios anuais, em seguida, o cargo de agente diplomático do Brasil em Londres, concedido por D. Pedro I.
Não é de se estranhar a origem da omissão da imprensa brasileira com as falcatruas praticadas por políticos sem-vergonhas. É mais fácil negociar com corruptos. Basta ameaçar levantar o tapete, para que as prostitutas da política abram as pernas. Ressalvadas raríssimas exceções, manifestam-se apenas quando interesses pessoais são contrariados.
Enquanto isso, vereadores, deputados e senadores e governantes corruptos fazem a limpa nos cofres públicos.
Fonte: 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil / Laurentino Gomes – São Paulo: Ed. Planeta do Brasil, 2007.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Vereadores angrenses X casas populares
A Câmara Municipal de Vereadores de Angra dos Reis possui uma gordura orçamentária de, pelo menos, R$ 15 milhões. Vamos às provas: em 2011, o orçamento da Casa do Povo foi de R$ 24 milhões. Naquele ano, propagou-se aos quatro cantos do município que os nobres edis conseguiram economizar R$ 4,3 milhões para a compra do terreno da futura sede do Poder Legislativo. Economia realizada sem que as mordomias fossem afetadas, tampouco a “produtividade” da Casa sofresse alteração.
Ou seja, a Câmara de Vereadores funcionou com um orçamento de R$ 19,7 milhões.
Mais: cada vereador dispõe de R$ 43,8 mil de verba de gabinete para a contratação de até trinta e cinco “assessores”. O que representa gastos de mais de R$ 6.000.000,00 por ano. (Com o aumento do número de vereadores, os valores ultrapassam os R$ 7 milhões).
Para 2013, estima-se um orçamento de R$ 33.6 milhões. Ora, se funciona com R$ 19,7 milhões, mantendo o número absurdo de trinta e cinco “assessores” por vereador, podemos afirmar, categoricamente, que a Câmara tem uma gordura orçamentaria de mais de R$ 15 milhões.
Segundo o IBGE, o custo médio do metro quadrado de construção civil no estado do Rio de Janeiro é de R$ 969,09.
Se houvesse interesse dos vereadores em diminuir o déficit habitacional do município, a população poderia receber 150 unidades habitacionais, com cerca de 100 m² por ano.
Isto seria uma atitude muito nobre, mas a nobreza dos nossos parlamentares não chega a tanto. Preferem explorar a miséria.
Ou seja, a Câmara de Vereadores funcionou com um orçamento de R$ 19,7 milhões.
Mais: cada vereador dispõe de R$ 43,8 mil de verba de gabinete para a contratação de até trinta e cinco “assessores”. O que representa gastos de mais de R$ 6.000.000,00 por ano. (Com o aumento do número de vereadores, os valores ultrapassam os R$ 7 milhões).
Para 2013, estima-se um orçamento de R$ 33.6 milhões. Ora, se funciona com R$ 19,7 milhões, mantendo o número absurdo de trinta e cinco “assessores” por vereador, podemos afirmar, categoricamente, que a Câmara tem uma gordura orçamentaria de mais de R$ 15 milhões.
Segundo o IBGE, o custo médio do metro quadrado de construção civil no estado do Rio de Janeiro é de R$ 969,09.
Se houvesse interesse dos vereadores em diminuir o déficit habitacional do município, a população poderia receber 150 unidades habitacionais, com cerca de 100 m² por ano.
Isto seria uma atitude muito nobre, mas a nobreza dos nossos parlamentares não chega a tanto. Preferem explorar a miséria.
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